A maternidade é uma jornada linda, intensa e cheia de renúncias. Mas também pode ser um caminho onde, sem perceber, a gente se perde de nós mesmas. Eu já ouvi isso de tantas mulheres, e depois que meu filho nasceu, entendi na prática como é fácil viver apenas a função de mãe e esquecer da mulher que existe por trás desse papel tão importante.
Eu atendi mulheres por quase dez anos como designer de sobrancelhas e ouvi histórias de alegria, dor, renúncia e, muitas vezes, arrependimento. Mulheres que se viam novamente depois de dez ou doze anos, quando os filhos cresceram. Essas conversas deixaram uma marca em mim. Eu sabia que não queria me abandonar.
Por isso, desde a gestação até hoje, com meu filho de dois anos, venho praticando pequenos hábitos que me ajudam a me perceber, a me encontrar e a cuidar da Renata que existe por trás da mãe e da esposa. São hábitos simples, discretos, possíveis dentro da minha realidade. E quero compartilhar com você.
1. Dormir cedo e reservar um momento de leitura
Hoje eu durmo por volta de 20h30 ou 21h30. É um horário previsível, que respeita a rotina do meu filho e me dá um descanso. E antes de dormir, eu sempre leio. À noite escolho romances leves, algo que me transporte para outro lugar e me ajude a desligar da correria.
Esse momento é precioso. Não fico no celular à noite, não entro no Instagram e aproveito o tempo com meu esposo. Dormir cedo me permite acordar cedo, e acordar cedo me dá tempo para cuidar de mim.
2. Fazer as unhas toda semana
Antes de me tornar mãe, fazer as unhas era algo eventual. Depois da gestação, virou um compromisso comigo mesma. Combinei com meu esposo um horário fixo, e toda semana eu vou à manicure. É um momento simples, mas que me faz tão bem.
O trajeto até lá, a música no carro, a conversa leve, o ambiente agradável. Tudo isso renova minhas forças. Não é sobre as unhas em si. É sobre ter um momento só meu.
3. Fazer algo gostoso por mim
Às vezes é tão simples quanto preparar um suco que eu gosto. Morango com maracujá sempre me faz bem. Outras vezes é comprar algo que tenho vontade de tomar ou comer.
A maternidade é feita de renúncias, mas também de percepção. Eu também sou pessoa. Eu também preciso de carinho. E pequenos gestos me lembram disso.
4. Tomar um banho demorado e transformar o banheiro em um pequeno refúgio
Se existe algo que muda a energia do meu dia, é tomar um banho com calma. Nem sempre dá, mas quando consigo, eu aproveito. À noite, depois que meu filho dorme, ou pela manhã, antes dele acordar, preparo o ambiente: luz mais baixa, essência ou vela e alguns minutos só para mim.
Às vezes é um banho rápido. Mas é o meu banho presente, onde eu existo como indivíduo.
5. Me arrumar pela manhã, mesmo ficando em casa
Algo que mudou minha autoestima foi simplesmente trocar de roupa, prender o cabelo, passar um hidratante, um protetor com cor ou só um gloss. Não se trata de vaidade. É sobre olhar no espelho e gostar do que vejo.
Quando passamos muito tempo em casa, é fácil se abandonar. Eu mesma já me assustei algumas vezes com a minha cara de cansaço. Criar esse ritual transformou a forma como enxergo meus dias.
6. Manter uma rotina de atividade física
A atividade física ganhou outro significado depois da maternidade. Não penso apenas no corpo, mas na minha mente, energia e disposição. Minha ficha dura entre 35 e 50 minutos, e a academia fica perto. Faço o que posso, com o tempo que tenho.
Nem sempre consigo cumprir tudo. Às vezes vou e fico apenas vinte minutos, mas vou. Porque quero manter o hábito. Caminhadas com o sling, exercícios curtos e movimentos simples já fazem uma diferença enorme.
Com carinho,
Renata
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